Relatório de 2014: A Religião continua central na Relação Estado e Igreja no Mundo

Estado e Igreja

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Há 150 a 200 milhões de católicos perseguidos no mundo, afirma o Livre noir de la condition des chrétiens dans le monde, uma produção católica – mas Estado e Igreja gostaria de verificicar a fundamentação para o caso sírio (para ampliar, clique na imagem)

As relações entre o Estado e a Igreja continuam em 2015 a ser cruciais para a marcha da humanidade. É esta a principal conclusão do relatório anual de Estado e Igrejas sobre a relação mundial e portuguesa entre as duas instituições, em 2014. Como em anos anteriores, a principal fonte do relatório é a imprensa de informação geral.

A centralidade política do fenómeno religioso ressalta das palavras deTony Blair, o contestado ex primeiro ministro britânico: «O extremismo religioso está na raiz das guerras do século XXI»(The Observer, 25 de janeiro de 2014). A confllitualidade estatal de origem religios manteve-se. No budismo emergiram reações antimuçulmanas…

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Uma Proposta modesta para Ajudar o nosso Governo a Combater a Corrrupção

O Economista Português

 Modest proposalEm primeiro plano: os filhos das famílias pobres, segundo Jonathan Swift

O governo e as instituiçõs declaram-se empenhados em combater a corrupção. A deputada dp PSD Drª Teresa Leal Coelho, por certo com a melhor das intenções, anunciou a semana passada que proporia em data incerta a ilegalização do enriquecimento ilícito. O Tribunal Constitucional já declarara que essa ilegalização, proposta pelo governo, violava os direitos humanos, pois invertia o ónus da prova: a ser aprovada a proposta governamental, era o acusado que tinha que provar que era inocente. Isto é: deixava de ser o Ministério Público a ter que provar que o acusado roubara, era o acusado que tinha que provar não ser ladrão. A única diferença em relação à Inquisição seria que o acusado contemporâneo tinha conhecimento da acusação; a Inquisição não revelava as testemunhas de acusação, mas a lei proposta dispensava-as.
O Governo tem outro…

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Economia em 2015: Coragem Portugueses

O Economista Português

OliveiraDaFigueiraInvertendo a sua polícia de apoio ao BES e empurrando-o para a falência, o Bdp (Banco de Portugal) deu um poderoso contributo para que voltássemos a ser identificados com o Sr. Oliveira da Figueira, exibido acima a indrominar Tim Tim.

O Economista Português propõe-lhe um balanço sintético da economia em  2014 e alguns alertas para 2015. Comecemos pelo dimensão nacional. Saímos do programa da troika o que nunca esteve em dúvida dada a garantia do Sr. Mario Draghi, governador do Banco Central Europeu («pago tudo», na tradução deste blog). Com efeito, ainda não conseguimos equilibrar as contas públicas nem muito menos alcançámos o crescimento sustentável do PIB e por isso a melhoria da nossa dívida pública não se deve aos nossos esforços nem aos nossos sacrifícios: os sacrifícios foram o preço político que  temos que pagar aos nossos credores e só de modo secundário foram eficazes em termos económico-financeiros.

O…

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Sócrates não sai de cena

VAI E VEM

Ao proibir José Sócrates de dar a entrevista pedida pelo Expresso, a justiça deu um novo tiro no pé.  Quer calar Sócrates mas não o tira de cena.

Para um cidadão comum, não jurista, a proibição é absurda e irracional. Pois se Sócrates pode responder a perguntas dos jornais, como foi o caso das chamadas “cartas” que mais não são do que respostas a perguntas do Público, da TSF, e do Diário de Notícias, não se percebe porque razão não pode responder a perguntas do Expresso, em forma de entrevista.

Ao recusar que Sócrates fale com um jornalista – aí reside a diferença entre as ditas “cartas” e uma entrevista – o juiz e o procurador que a proibiram estão a impedir não que Sócrates fale mas que um jornalista lhe faça perguntas.

Ora, parecendo pormenor irrelevante, não o é e faz mesmo toda a diferença. É que…

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O Mimo da Graça

L´obéissance est morte

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Graça Canto Moniz, braço direito do braço direito do Hélder Amaral, acha que “a vontade de mudar o mundo sempre foi reflexo de uma juventude mimada”. Enquanto jovem as razões da revolta não iam além da necessidade de “ter de arrumar o quarto ou de cumprir os mínimos, ao nível da higiene, para uma vida em comunidade”. A angustia do “quarto desarrumado e um sovaco afirmativo” esbarrou em pensamentos “utópicos, nas profundezas do pensamento sobre ideias inatingíveis”. Para ela o grande problema é que “não sobra tempo para a vida individual”, essa que obriga a que “Caetana, faça a sua cama”.

Não vê “fascismo paterno” a não ser “no meio do quotidiano”, e preocupa-a o lugar “onde fica a justiça social e o combate ao neoliberalismo”. Face à hipótese dos comunistas “viverem nas nuvens” e de estarem condenados “à incapacidade de acertar no alvo”, olha com ternura e ortodoxia para “novas causas, mais ou…

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O caso BES como metáfora do País

VAI E VEM

BES 2As audições dos responsáveis do caso BES, estão a trazer ao de cima a questão fundamental colocada por muitos desde início, que é a de saber qual é o objectivo central da Comissão e qual é o fio condutor das audições. E é uma pena que assim seja, já que é justo dizer que a grande maioria dos deputados estudou profundamente a documentação e fez o trabalho de casa. Porém,  qualquer investigação necessita de uma metodologia e de uma coordenação (em vez de um coordenador por cada partido) que oriente as audições de modo a aprofundar um aspecto do problema. Mas o que ouvimos são pontas soltas que cada deputado pega e larga, passando a outra e a outra e assim sucessivamente nas diversas rondas. A conclusão é que vamos conhecendo muitas “árvores” mas perde-se de vista a “floresta”.

A isto acresce o facto de cada partido partir para a…

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Défice do Estado: … e a Questão do Regime, Dr. Passos Coelho, é …

O Economista Português

AfonsoCostaEmMemóriaDeMim

Um ex voto financeiro do Doutor Afonso Costa

Afonso Costa foi o São João Batista republicano do orçamento equilibrado. Isso contribuíu para a sua duradoura popularidade nos meios conservadores e para o fascínio que exercia sobre o colega financeiro Salazar – que Costa aliás só tarde criticou. Os republicanos tinham verberado os défices estatais da Monarquia liberal e ele foi o ministro das Finanças da Primeira República que  apresentou o primeiro orçamento com saldo positivo. Para isso, mandou aprovar a «lei-travão», que impede a Assembleia de aumentar a despesa sem uma contrapartida na receita. A dita lei nunca foi revogada e ainda está em vigor.
Quando o Dr. Passos Coelho transforma a disciplina das contas públicas em questão de regime, está a valorizar a proibição legal do défice. Ora na  nossa legislação de hoje a lei-travão metamorfoseou-se na chamada «regra de ouro», que obriga os nossos governos…

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A União Europeia chega à beira do abismo e … pára para refletir

O Economista Português

UEUmaPausaParaReflexãoA União Europeia em reflexão

Sexta feira passada o Sr. David Cameron, primeiro ministro britânico, apresentou um plano para diminuir os benefícios que o Reino Unido concede aos imigrantes provenientes da União Europeia (UE). Esse plano violava os tratados da UE e por isso todos pensaram que o Sr. Cameron queria sair da UE.

Foi um pânico. Não admira: a Srª Le Pen prepara-se para derrotar o inimaginável Sr. Sarkozy, em nome da laicidade e da França; o Sr. Juncker, abalado pela moção de cenura dos eurocépticos, pediu desculpa pelos seus acordos secretos com as multinacionais: todos sentimos a depressão mortífera a chegar e sabemos que o Banco Central Europeu, na reunião desta semana, deitará poeira nos nossos olhos mas não deitará dinheiro no mercado produtivo em quantidade suficiente e na direção adequada. Fosse como fosse, o pânico Cameron só demorou um momento. Mesmo assim, o facto de ter havido…

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Vistos Gold: o protetorado Portugal em vias de se tornar uma filial da Remax

O Economista Português

VistosGoldOs fumos de corrupção no caso dos vistos Gold foram desviados para a apreciação dos efeitos económicos da concessão desses vistos: mostrou-se que só se interessam pela nossa economia  alguns chineses da classe média-média que precisam de um apartamento que tenha anexo um passaporte para a zona Schengen. Investimento industrial? Capital financeiro? Criação de emprego? Zero.  Claro que alguma animação do mercado imobiliário é melhor do que nada. Claro que os vistos Gold devem permanecer. Para lhes redourar o lustro, talvez recorrermos à solução tradicional: a reforma por decreto. Neste sentido, Antero do Quental, na veia da carta que escreveu ao papa Pio IX elogiando o Syllabus, sugeriria que passássemos a vender o visto Gold a qualquer cidadão do mundo desde que tivesse um pensamento bom sobre o nosso país e cá comprasse pelo menos um apartamento ou uma leira de cultivo, dispensando-o do incómodo de nos visitar…

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